O cristianismo perenialista de Olavo de Carvalho: uma ameaça para a “civilização ocidental”

Gabriel Brasileiro

Introdução

Olavo de Carvalho morreu, porém, para o bem ou para o mal, deixou seu legado. Apesar de ser uma figura controversa para muitos, ele foi, para os seus seguidores, um exemplo de católico conservador que combateu com veemência “a degeneração civilizacional do Ocidente”. Contudo, conforme será demonstrado, Olavo possuía uma leitura nada ortodoxa do catolicismo baseada em princípios perenialistas, o que vai de encontro à visão de Olavo como um purista católico. Além disso, também conforme será demonstrado, há boas razões históricas para acreditar que a influência perenialista sobre o pensamento do Olavo foi base da motivação de seu discurso político radicalizado, que parece muito mais uma ameaça à “civilização ocidental” do que o contrário.

O perenialismo de Olavo de Carvalho

O perenialismo apregoa basicamente que todas as grandes religiões — como hinduísmo, zoroastrismo, budismo, taoísmo, judaísmo, cristianismo e islamismo — compartilham entre si um esqueleto metafísico comum advindo de uma Tradição Primordial que remonta aos primeiro homens. Desse modo, todas as grandes religiões possuiriam facetas exotéricas — as suas diferenças públicas que são acessíveis às massas — e uma faceta esotérica — a tradição perene comum, isto é, a Tradição Primordial preservada, acessível apenas a grupos fechados. E, como é de conhecimento público e notório, Olavo foi membro da tariqa do perenialista Frithjof Schuon, apesar de posteriormente abandoná-la — foi expulso — e converter-se ao catolicismo. Posto isso, nesse novo Olavo encontramos divergências em relação ao perenialismo, como a negação de que o catolicismo possui uma faceta esotérica, o que pode ser visto nesta transcrição de parte da aula 19 do Curso Online de Filosofia onde ele comenta sobre René Guénon:

Por exemplo, o que ele (Guenon) está entendendo sobre catolicismo tradicional. Aí tem um trabalho imaginário a fazer, e depois esse trabalho imaginário tem de ser conferido com os dados históricos e com o restante dos escritos do Guenon. Ele deixa muito claro que o catolicismo na sua integridade é apenas um exoterismo, portanto, uma religião popular. E que o lado esotérico, o lado interior, a parte principal, está nas iniciações cristãs e que só há, a rigor, duas iniciações cristãs: a companheiragem, que era uma iniciação das comunidades de ofícios, e a maçonaria. Portanto, quando ele fala em restaurar o cristianismo tradicional, significa colocar isto na devida ordem, o esoterismo em cima e o exoterismo em baixo.

Então, evidentemente, a Igreja Católica reencontrará o seu caminho na medida em que ela seguir as orientações da maçonaria. A companheiragem já passou por várias tentativas de restauração, mas não existe mais historicamente. Isso que dizer que o segredo esotérico do catolicismo está com a maçonaria e o catolicismo inteiro é apenas um exoterismo. Então o Papa tem de chegar para o mestre maçom e perguntar o que deve fazer. É claro que isto é empulhação, não há outra maneira de dizer isto, por quê? Supor que existe uma doutrina cristã exotérica ensinada pelo Cristo e que foi passada pelos Apóstolos desde o primeiro dia até hoje, formando o que se chama de sucessão apostólica e que existe outra doutrina interior, mais profunda, que foi passada para a maçonaria, isso é empulhação. O próprio Cristo assegura: ―Eu nada ensinei em segredo, tudo o que eu disse foi em praça pública e estão aqui os discípulos que ouviram. Agora, dizer que existiu uma subcorrente esotérica que só foi aparecer no século XVIII na maçonaria? O que é isso minha gente? Isso é um truque, isso é uma empulhação. Isso é absolutamente inaceitável sob todos os aspectos possíveis. (grifos meus)

Desse modo, Olavo se apresentava como alguém que aparentemente era totalmente avesso ao perenialismo, afinal, ele discordava que a grande religião da qual ele passou a ser adepto pudesse ser descrita perfeitamente pela narrativa perenialista proposta por René Guénon. Contudo, há fortes indícios de que a influência perenialista sobre Olavo persistiu mesmo após sua conversão ao catolicismo. Por exemplo, ele dizia concordar com a existência da Tradição Primordial em certo sentido, apesar de negar-lhe em outro. Isso ele falou abertamente em rede social em 7 de maio de 2017:

Se tomada como símbolo, a Tradição primordial é de certo modo a espinha dorsal da história humana, “quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est”. Tomada como realidade histórica, é uma poeira de fragmentos e suposições alucinantes.

Posto isso, o que seria a Tradição Primordial enquanto “símbolo” e enquanto “realidade histórica” que Olavo falava? Apesar disso demonstrar que ele acreditava na existência da Tradição Primordial em certo sentido, isso por si só ainda não esclarece tais sentidos referidos. No entanto, novamente em rede social, dessa vez 8 de maio de 2017, Olavo voltou a falar sobre esses dois sentidos que ele dizia estarem presentes na obra de Guénon, mas agora a distinção parece mais clara:

A “tradição primordial” de Guénon é o símbolo de certas verdades eternas que nunca desapareceram totalmente da consciência humano, ou, ao contrário, é uma entidade histórica real que se perpetua materialmente através de transmissão ritual entre homens de carne e osso? Guénon parece saltar livremente entre essas duas acepções do termo, de modo que nunca se pode provar nem refutar satisfatoriamente nada do que ele diz a respeito.

A Tradição Primordial enquanto “símbolo” parece significar algo como a manifestação espontânea e universal de certas verdades na dimensão cultural humana. Já a Tradição Primordial enquanto “realidade histórica” parece significar algo como a perpetuação intencional de uma tradição através de sucessivos ritos ao longo da história. Para não restar dúvidas sobre o que seria “realidade histórica”, é válido citar outro comentário feito por Olavo sobre esse sentido, que foi feito em 31 de janeiro de 2018:

A existência de uma metafísica comum a todas as religiões é um simples fato comprovado, sem o qual não haveria nem a possibilidade de um confronto entre elas. O conceito de “Tradição Primordial” de René Guénon, no entanto, é autocontraditório, porque, de um lado, ele lhe atribui uma consistência temporal, histórica, através das cadeias de iniciações, e por outro lado diz que você pode receber uma iniciação de um iniciado já morto, sem perceber que, se isso é possível, também deve ser possível recebê-la de um ainda não nascido, já que na eternidade todos se igualam. (grifos meus)

Está claro que “realidade histórica” denotaria as sucessivas cadeias de iniciações esotéricas que se estenderiam ao longo da história, as quais Olavo não acreditava que existiam. Ademais, Olavo também não acreditava que teria existido concretamente um ponto único na história onde essa Tradição Primordial teria surgido e, a partir do qual, teria se disseminado, conforme pode visualizado na transcrição abaixo retirada da primeira aula do seu curso Esoterismo na História e Hoje:

René Guénon acredita piamente na existência de uma Tradição Primordial, quer dizer, uma religião originária. Seria, por exemplo, a religião de Adão. E teria depois se diversificado em formas exotéricas diferentes conforme as exigências do lugar e da época, e, portanto, adaptando-se às condições sociais, históricas etc etc. Então, a diferença entre as religiões adviria somente da diversificação de diferentes condições civilizacionais aqui e ali e ela em si mesma não teria significado espiritual nenhum. Aí se realizaria aquilo que dizia Pierre de Chardin: “Tudo que sobe converge”. Quer dizer, as religiões se diferenciam apenas nos seus aspectos mais externos e visível, mas, por dentro, elas estão levando ao mesmo lugar. Não existe, de fato, nem o mais mínimo sinal histórico de que essa religião primordial tenha existido. Tem nada. Absolutamente nada. Quanto mais você rastreia, você já vê diferenças desde o início. (grifos meus)

No entanto, como demonstrado anteriormente, Olavo aceitava a existência da Tradição Primordial naquele outro sentido, enquanto uma manifestação culturalmente universal de certas verdades eternas. Ou seja, apesar dele não ter acreditado que genealogicamente todas as tradições religiosas convergiam a uma origem histórica comum, Olavo acreditava que, de alguma forma, as variadas tradições religiosas manifestavam verdades em comum. Em seu texto As garras da Esfinge — René Guénon e a islamização do Ocidente, Olavo comentou de maneira mais detalhada sobre esse outro sentido de Tradição Primordial com o qual concordava, que, segundo ele, era uma base comum da dimensão cultural a partir da qual várias tradições se desenvolveram em diferentes direções:

Mais razoável seria supor que a Tradição primordial é a base comum não só a todas as tradições espirituais, mas a todas as culturas e, no fim das contas, ao núcleo de inteligência sã presente em todos os seres humanos. Partindo dessa base, ou origem, as várias tradições se desenvolvem em direções diferentes, cada uma buscando refletir mais perfeitamente o Princípio absoluto e dar aos homens os meios de retornar a Ele.

Em suma, a Tradição Primordial que Olavo acreditava existir, baseado em Guénon, era basicamente um conjunto de verdades comuns manifestadas culturalmente em diferentes tradições religiosas. Isso demonstra que, até aqui, a discordância de Olavo quanto ao perenialismo não era integral, uma vez que ele ainda aceitava, em certo sentido, a existência de uma tradição perene comum a todas as grandes religiões. Portanto, essa compreensão do Olavo sobre a Tradição Primordial deve ser vista como uma reforma; não como um abandono completo do conceito.

E as implicações dessa forma de Tradição Primordial aprovada pelo Olavo são nada triviais. Afinal, se há uma tradição perene comum a todas as grandes religiões, disso decorre a existência daquilo que Frithjof Schuon, o antigo mestre espiritual de Olavo, chamava de “unidade transcendente das religiões”. Tal tese prega que todas as grandes religiões compartilham entre si uma estrutura metafísica comum, o que reforça o princípio basilar do perenialismo. Diante disso, é importante ressaltar que essa tese não é algo que pode ser associado ao Olavo apenas indireta e implicitamente, uma vez que ele próprio professou explicitamente sua crença nessa tese no mesmo texto:

Que as tradições materialmente diferentes convergem na direção de um mesmo conjunto de princípios metafísicos é algo que não se pode mais colocar seriamente em dúvida. A tese da Unidade Transcendente das Religiões é vitoriosa sob todos os aspectos.

Só há um detalhe: Que é propriamente uma metafísica? Não uso o termo como denominação de uma disciplina acadêmica mas no sentido muito especial e preciso que tem nas obras de Guénon e Schuon. Que é uma metafísica? É a estrutura da realidade universal, que desce desde o Primeiro Princípio infinito e eterno até os seus inumeráveis reflexos no mundo manifestado, através de uma série de níveis ou planos de existência. (grifos meus)

Além disso, em 2 de junho de 2015, Olavo já havia professado explicitamente em rede social sua crença na unidade transcendente das religiões:

A metafísica é a lógica da estrutura da realidade. A “unidade transcendente das religiões” proposta por F. Schuon afirma que todas as religiões universais se baseiam num mesmo conjunto de proposições metafísicas. É uma tese científica que considero abundantemente provada. Tirar daí a conclusão de que todas as religiões são igualmente boas para a salvação da alma (coisa que nem o próprio Schuon ousou afirmar) seria como dizer que as filosofias de Platão, Descartes e Kant são a mesma porque se baseiam nos mesmos princípios lógicos. Metafísica não é religião e não salva a alma de ninguém. Por mais motivos de queixa que eu tenha contra o Schuon, cujo movimento “perenialista” acabou aliás se revelando apenas um truque sujo destinado a colocar a Igreja católica sob controle islâmico, rejeitar uma teoria científica só porque o seu autor caprichou na produção de cachorradas contra a minha pessoa ou por ser ele um conspirador anticatólico me pareceria uma abjeção indigna de quem pretende levar uma vida intelectual séria. A isso se resume todo o meu “perenialismo”. (grifos meus)

Observa-se, portanto, que ele acreditava que havia uma estrutura metafísica comum subjacente às diferentes religiões, o que só poderia ser consequência daquilo que vimos anteriormente: sua crença na Tradição Primordial enquanto um conjunto de verdades compartilhadas universalmente por tradições religiosas. Contudo, observa-se também nessa última citação que, apesar de mostrar-se favorável a esses princípios perenialistas, Olavo não acreditava que todas as religiões eram igualmente boas para a salvação da alma. Sendo ele adepto ao catolicismo, que é uma religião exclusivista, pode-se deduzir que, mesmo concordando com a unidade transcendente das religiões, Olavo acreditava que o catolicismo é, exclusivamente, a única religião boa para a salvação da alma. Isso demonstra novamente que o Olavo favorecia o catolicismo em detrimento de uma adoção em sentido estrito do perenialismo, porém, as influências perenialistas persistiam em seu imaginário.

Mas, até mesmo esse favorecimento do catolicismo por parte do Olavo era, paradoxalmente, baseado nos princípios perenialistas. Afinal, tal favorecimento, como veremos a seguir, era decorrente da sua crença de que o catolicismo era a única religião que representava perfeitamente a Tradição Primordial. Novamente em As garras da Esfinge — René Guénon e a islamização do Ocidente, lemos:

Schuon afirma que a pretensão de cada religião de ser “melhor” que as outras só se justifica pelo fato de que todas elas são “legítimas”, isto é, refletem a seu modo a Tradição Primordial, mas que vistas na escala da eternidade e do absoluto, essa pretensão se revela ilusória.8 No entanto, se a perfeição de uma espécie não pode residir apenas no seu gênero, e sim na sua diferença específica, não há nenhum motivo para dar por provado que todas as espécies representem por igual a perfeição do gênero. Todas as religiões remetem a uma Tradição Primordial, OK, mas todas a representam igualmente bem? A pergunta é inteiramente legítima, e em parte alguma a escola perenialista lhe ofereceu — ou tentou oferecer — uma resposta aceitável. Na verdade, nem colocou a pergunta. Será que até nessas altas esferas encontraremos o fenômeno da “proibição de perguntar”, que Eric Voegelin discerniu nas ideologias de massa? (grifos meus)

Diante disso, o raciocínio é simples: como o Olavo acreditava que a Tradição Primordial naqueles termos era um fato, se ele colocava em dúvida a crença de que todas as tradições religiões representavam igualmente bem a Tradição Primordial e se ele se converteu ao catolicismo, então, sua própria conversão é o atestado de que ele acreditava que o catolicismo era a religião que representava bem a Tradição Primordial. Desse modo, o catolicismo seria a única espécie que representaria a perfeição do gênero, que nesse contexto se refere ao princípio comum que une todas as grandes religiões. Ou seja, ele parte do pressuposto de que há verdades no perenialismo e que ele erra não porque suas teses mais fundamentais são inteiramente falsas — a Tradição Primordial e a união transcendente das religiões — , mas sim porque aquilo que é supostamente verdadeiro no perenialismo, se articulado corretamente, contribui para a conclusão de que o catolicismo é verdadeiro. É um raciocínio dialético sutil que demonstra que, como dito antes, Olavo favorecia o catolicismo baseado, paradoxalmente, nos princípios do próprio perenialismo.

Dado o exposto, nota-se que o Olavo defendia uma leitura eclética do catolicismo baseado em princípios perenialistas. Apesar de não ter se identificado expressamente como um perenialista após sua conversão, o perenialismo se fez fortemente presente em seu pensamento até seus últimos dias, de tal forma que não seria exagerado caracterizá-lo como perenialista em certa medida.

Os perigos do perenialismo para a “civilização ocidental”

Outro fato que parece reforçar a persistência da influência perenialista sobre o Olavo é a sua postura ultrarreacionária, que o levou a ser hostil com bispos, com cardeais e até mesmo com o papa, ditos “comunistas” e “modernistas”, e a apoiar figuras conservadoras caricatas como a de Jair Bolsonaro. Contudo, isso não é meramente um fato singular da biografia do Olavo, mas um fato da história de intelectuais influenciados pelo perenialismo, cujos princípios formam um terreno fértil para o estímulo da ideia de que a cura para a “degeneração espiritual do mundo moderno” é algum tipo de reacionarismo que possui como ideal alguma tradição de cunho religioso, algo notoriamente presente no discurso do Olavo.

Isso acontece porque, segundo Guénon, uma civilização incorre em degeneração espiritual em razão de não preservar os aspectos esotéricos correspondentes à Tradição Primordial, logo, retornar à Tradição Primordial é o antídoto contra tal degeneração. Desse modo, movimentos políticos reacionários apresentam-se como forças com poderes reais sobre mundo onde esse discurso pode ser injetado com maior facilidade a fim de garantir a existência de meios para pôr aquele retorno em prática. No caso em particular do Olavo, apesar dele não ter acreditado que o catolicismo tivesse tido um aspecto esotérico, ele acreditava, como visto anteriormente, que o catolicismo era a religião que representava bem o que ele compreendia como Tradição Primordial. Desse modo, no discurso olaviano, a defesa do catolicismo contra a “degeneração espiritual do mundo moderno” correspondia de certa forma à defesa do retorno à Tradição Primordial, e o bolsonarismo foi um movimento político reacionário ao seu alcance que permitiu ampliar sua influência para buscar esse fim. Posto isso, conforme demonstra Mark Sedgwick em Against the Modern World, vários outros intelectuais inspirados pela rejeição à modernidade e retorno à Tradição Primordial, conforme propôs Guénon, tentaram ancorar-se em movimentos políticos reacionários, como o fascismo, o nazismo e as forças antidemocráticas da Rússia pós-soviética. Desse modo, a aproximação entre intelectuais inspirados pelo perenialismo e movimentos reacionários não é coincidência e nem uma novidade inaugurada por Olavo.

Contemporaneamente, ainda segundo Mark Sedgwick, temos Alexandr Dugin, guru de Putin e árduo crítico da modernidade materialista que foi fortemente influenciado pelo perenialismo. E, conforme demonstra Benjamin R. Teitelbaum em seu livro War For Eternity: Inside Bannon’s Far-Right Circle of Global Power Brokers, também temos Steve Bannon, o estrategista e conselheiro de Trump na época de sua presidência que também foi influenciado pelo perenialismo. Essas figuras influenciadas pelo perenialismo, assim como o Olavo, fizeram uso de subterfúgios cooptados de tradições religiosas para defender governos com fortes vieses reacionários em seus respectivos países. E o resultado disso pode ser visto a olhos nus: tendências autoritárias, negacionismo científico em plena pandemia e crise climática, ameaças contra suas próprias instituições políticas, estímulo ao discurso de ódio contra minorias etc. Portanto, não faltam exemplos que demonstram a nocividade advinda de tais vieses reacionários influenciados pelo perenialialismo.

Conclusão

Por fim, podemos concluir que Olavo de Carvalho foi uma figura que, de fato, foi influenciada pelo perenialismo até o dia de sua morte. Talvez para os seus seguidores mais fieis isso seja apenas uma circunstancialidade de seu pensamento que não mancha sua quase-santidade. Contudo, diante do que foi exposto, qualquer pessoa razoável consegue visualizar que o perenialismo de Olavo de Carvalho foi um forte motivador de seu radicalismo político que, ao contrário de “salvar” o “Ocidente”, o pôs em perigo. Com perdão pelo trocadilho, Olavo morreu, mas a nocividade de seu legado intelectual é perene.

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